
A pedidos dos milhares de leitores, meu post hoje é oferecido aos
thrillers. Oh, oui! Esse estilo que nos aterroriza, nos faz fecharmos os olhos quando começa o TANTANTANTANTAN, o violino entra, o diretor corta para uma mão abrindo uma porta misteriosa e, acreditem! Um corpo está esquecido no refrigerador. E no maior estilo
trash, ele está verde e sem um olho.
A grande questão é que esses filmes não seguem mais esse estilo, todos são bem formulados e partes do corpo continuam presas a ele, sem cortes agressivos. Lembro da primeira vez que assisti um filme de terror. Estava com uns 12 anos e tinha que provar para todos que conseguia. Então, fui à locadora mais próxima da minha casa (que era só atravessar a avenida) e aluguei um clássico. Ok, não sei muito bem se era um clássico porque nem do nome lembro. Daí decidi que ia assistir à tarde, já que à noite poderia sonhar com aquelas cenas lamentáveis.
Com o VHS nas mãos, o coloquei para rodar no lugar mais freqüentado da minha casa: a sala de televisão. Por razões óbvias não consegui ninguém para assistir comigo, vivi na coragem. Quando o filme começou, não me assustei muito pois nada mais nojento que uma mão sendo fritada em uma cozinha desconhecida. Daí vocês tirem o nível da grande obra da sétima arte. Só que o pior é que fiquei com medo, já não queria mais assistir no final.
Depois disso, criei abuso desses tipos de filmes. Recorri aos suspenses. Vivi minha adolescência com Pânico (1, 2, 3, 4, 5, 6...) , Eu (ainda) sei o que vocês fizeram no verão passado e as Lendas Urbanas. Mas me deparei com um aos 19 anos e nunca mais o esqueci: o clássico O Iluminado. Nunca mais o larguei e na minha listinha de melhores filmes, ele ocupa lugar no Top 5.
Para os nostálgicos, Planeta Terror, de Robert Rodriguez, resgata toda esse trashanismo dos filmes de Krueger e Jack. E quantas partes mutiladas, cabeças decepadas, tripas expostas e mortes sem sentido. Enfim, de qualquer forma, fico com Hitchcock e seus pássaros. Meu pai que o diga quando me fez assistir esse filme quando tinha a idade inocente daquelas criancinhas apavoradas da escola.